Ontem terminou a enquete feita pelo Blog e o resultado foi o seguinte:
45% dos visitantes são moradores do bairro Demétria
2% dos visitantes são moradores dos arredores rurais do bairro Demétria
19% dos visitantes são moradores de outros bairros da cidade de Botucatu
22% dos visitantes são moradores de outras cidades do Brasil
12% dos visitantes são de outros países (principalmente Portugal, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Polônia, Suíça, Croácia, Nova Zelândia, e Reino Unido)
Mais dados interessantes:
O percentual de visitantes do Blog que é estudante da Aitiara é de 5% e o que quer se tornar estudante da Aitiara também é de 5%
O percentual de trabalhadores do bairro que visitam o Blog é de 9%
O percentual de visitantes que gostaria de trabalhar no bairro é de 9%
O percentual de visitantes que almeja morar no bairro Demétria é de 13%
O Blog do Alô Bairro Demétria completará um ano de vida em 01 de setembro e teve até hoje mais de 35 mil visitas.
Mostrando postagens com marcador Enquetes do Blog. Mostrar todas as postagens
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1 de agosto de 2011
13 de abril de 2011
Por favor, respondam à nova enquete do Blog !
O Blog Alô Bairro Demétria gostaria de conhecer melhor seus frequentadores e para isso fará uma enquete!
Por favor respondam à enquete na coluna à direita do Blog.
Muito obrigado a todos por sua participação!
Por favor respondam à enquete na coluna à direita do Blog.
Muito obrigado a todos por sua participação!
12 de janeiro de 2011
Resultado da Enquete sobre pavimentação
Com as opiniões bastante divididas a enquete se encerrou.
Somando-se duas a duas as categorias de votação pode-se deduzir que a grande maioria dos votantes é pela pavimentação da estrada principal, porém a pavimentação sem asfalto é a que causaria menor conflito entre os moradores/usuários, uma vez que aqueles que não querem pavimentação também são um número bem significativo da amostragem.
Votos até o momento: 126
Somando-se duas a duas as categorias de votação pode-se deduzir que a grande maioria dos votantes é pela pavimentação da estrada principal, porém a pavimentação sem asfalto é a que causaria menor conflito entre os moradores/usuários, uma vez que aqueles que não querem pavimentação também são um número bem significativo da amostragem.
Você é favorável à Pavimentação da Estrada Principal?
Sim, e com asfalto |
47 (37%) |
Sim, mas sem asfalto e com outro tipo de pavimento |
45 (35%) |
Não, sou pela estrada de terra com manutenção regular |
33 (26%) |
Ainda, não tenho opinião formada |
1 (0%) |
Enquete encerrada
5 de dezembro de 2010
4ª Enquete: Qual sua opinião sobre a Pavimentação da Estrada Principal?
Qual sua opinião sobre a Pavimentação da Estrada Principal?
Mais cedo, ou mais tarde, deverá ser feita aqui no bairro mais uma votação oficial sobre esse assunto (já foi feita uma há alguns anos), enquanto isso o Blog Alô Bairro Demétria faz agora uma sondagem de opinião (extra oficial, portanto!), tal qual a mídia faz nas eleições.
Participem votando na enquete aberta na coluna à direita do Blog! Será apenas um mês de votação.
Obs:Só é permitido um voto por computador.
Veja aqui as demais enquetes já feitas no Blog.
Mais cedo, ou mais tarde, deverá ser feita aqui no bairro mais uma votação oficial sobre esse assunto (já foi feita uma há alguns anos), enquanto isso o Blog Alô Bairro Demétria faz agora uma sondagem de opinião (extra oficial, portanto!), tal qual a mídia faz nas eleições.
Participem votando na enquete aberta na coluna à direita do Blog! Será apenas um mês de votação.
Obs:Só é permitido um voto por computador.
Veja aqui as demais enquetes já feitas no Blog.
4 de dezembro de 2010
Resultado da 3ª enquete do Blog Alô Bairro Demétria!
Sim: 17 53%
Não: 12 37%
Tento ser: 3 9%
Total de votantes: 32
"Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as hipóteses de sobrevivência da vida na Terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, pelos seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade."
Albert Einstein
12 de novembro de 2010
VEGETARIANISMO: Comprimidos, mitos e desinformação
Por Robson Fernando em 13/7/2010, AQUI
Em tempos de ascensão do vegetarianismo e do veganismo entre a população brasileira e mundial, ainda temos que lidar com pessoas que, manifestando implícita ou explicitamente sua oposição a esse hábito alimentar e/ou de consumo, tentam desinformar as pessoas e atrapalhar a conscientização relacionada à exploração animal e seus impactos ambientais. Já não bastassem os polemistas e "alfacistas", ainda hoje persistem os jornalistas que tentam pôr em xeque a sustentabilidade nutricional da alimentação sem carne, laticínios, ovos e outros derivados de animais.
Houve casos desse tipo várias vezes no jornalismo nos últimos anos, sendo a mais recente investida a do site feminino Delas, do portal IG, datada do último 10 de julho. A reportagem em questão, que critico abaixo, é intitulada "Frutas, verduras e... comprimidos?" Buscou-se "alertar", com mitos, argumentos mal embasados e vícios jornalísticos, para o falso perigo de subnutrição que a alimentação vegetariana poderia causar.
A princípio, percebem-se várias falhas no texto: ouviu-se apenas uma especialista, ignorando-se o mandamento de ouvir uma segunda opinião em se tratando de orientação médico-nutricional; não foram procurados especialistas em nutrição vegetariana – como os muito conhecidos George Guimarães e Eric Slywitch, maiores nomes desse ramo da Nutrição no Brasil; ao entrevistar um tatuador, procurou-se explorar implicitamente o estereótipo do "vegano underground", que gosta de tatuagem e outros elementos culturais alternativos, reforçando a imagem inconsciente do "vegano radical e esquisitão" existente no senso comum; divulgou-se uma informação equivocada, longe de qualquer especialização científica, vinda do mesmo tatuador – ele dizendo que "dá pra viver só de legumes"; não se mostrou nenhum dado científico ou estatístico que corroborasse as diversas acusações caluniosas levantadas.
Sedentarização e industrialização
Além do mais, repetiu-se o tão surrado mito de que o vegetarianismo não provê quantidades suficientes de ferro, cálcio e vitaminas do complexo B. Inclusive, fala-se na reportagem que "para que a opção [vegetariana] não resulte em problemas de saúde sérios [sic], é prudente que um médico avalie o quadro nutricional do paciente e prescreva a complementação dos suplementos [sic] que não são [sic] ingeridos com os alimentos", propagando o medo infundado dos maus efeitos que o banimento da carne e de outros derivados animais do prato supostamente causaria à saúde.
A autora da matéria e a única "especialista" entrevistada – que ainda por cima é endocrinologista, não nutricionista – insistem em vários pontos da matéria que o vegetarianismo completo, livre de qualquer alimento de origem animal, é "radical" e, portanto, nocivo. Usam em um ponto do texto uma dialética malfeita, que confessa por um lado que "apesar das limitações [sic], não é correto afirmar que os vegetarianos e vegans não são saudáveis", mas "alerta", por outro, que "o radicalismo [palavra-código que significa o abandono total de alimentos de origem animal, ou mesmo o simples banimento da carne do prato] é o fator alarmante, que pode aumentar [sic] o número de deficiências nutricionais".
Toca-se no assunto da vitamina B-12, falando que o vegetariano completo precisa porque precisa tomar comprimidos, destoados das refeições, para continuar vivendo saudavelmente e ignorando que ela pode ser injetada na farmácia mais próxima em doses que duram até um ano. Com a imagem do comprimido, nutre-se ainda mais a antipatia existente pela maioria da população ao vegetarianismo, que é exibido como uma dieta "radical" e antinatural.
Ora, a dieta humana há milênios não é mais natural, visto que nenhum outro animal faz uso comum da agropecuária e nenhum outro animal que come carne promove o confinamento e abate instrumentalizado de suas presas. Nossa sedentarização e industrialização nos livrou da necessidade de caçar e coletar, meios realmente naturais de se obter alimento. Sem falar nos diversos alimentos que hoje vêm obrigatoriamente enriquecidos com, por exemplo, ferro e ácido fólico (alimentos industrializados com base de trigo) e iodo (sal marinho ensacado).
Reportagem desinforma e amedronta
Assim sendo, falar de alimentação natural não soa mais coerente na sociedade moderna industrializada. Uma pessoa que consome macarrão enriquecido e carne de animais tratados com antibióticos e hormônios não tem autoridade para acusar o vegetarianismo completo, que requer a ingestão ou injeção periódica de B-12, de antinatural – ou explorar negativamente a imagem da alimentação artificialmente condicionada, como é o caso da reportagem em questão.
Nas últimas partes, ainda há uma coroação com duas auréolas de espinhos. Primeiro quando se fala que o fator mais influente para a adoção da dieta vegetariana seria o desejo de emagrecer e que "o consumo exclusivo [sic] de verduras e frutas" pode causar obesidade. E segundo quando se acusa o vegetarianismo de causar a chamada ortorexia, uma obsessão por alimentos estritamente saudáveis que, segundo podemos deduzir pelo texto, seria a causa maior do afastamento dos vegetarianos de ocasiões sociais em que haja um consumo livre e alto de carne – em vez da convicção ética de não compactuar com a exploração animal. A reportagem chama o vegetarianismo, indiretamente, de radicalismo obsessivo e nocivo!
Ignora-se, quando se afirma que o vegetarianismo enfatizaria por definição a alimentação estritamente saudável, a existência de junk food desprovido de carne, como hambúrgueres vegetais, pizzas veganas, salgadinhos sem ingredientes de origem animal e mesmo as velhas batatas-fritas – todos esses podendo ser livremente consumidos por vegetarianos que não estavam pensando em saúde quando pararam de comer animais.
Quem ler livros e artigos realmente esclarecedores, como o impresso "Alimentação sem Carne", de Eric Slywitch, o relatório da American Dietetic Association, atualizado em 2009, que elogia o vegetarianismo como sendo saudável, e diversos artigos de autoria de George Guimarães, vai perceber que a reportagem do Delas/IG desinforma e amedronta muito mais do que conscientiza ou informa pessoas que querem orientação para livrar seu prato de qualquer exploração animal.
Mais seriedade e ética
Por último, terminamos de ler a fatídica reportagem reparando que não há quase nenhuma alusão às razões éticas e ambientais para a adoção do vegetarianismo e do veganismo – este não recebendo qualquer distinção que transcenda a alimentação, sendo tosca e erroneamente identificado com o vegetarianismo completo. No máximo uma alusão ligeiríssima por parte do tatuador ao fato de que o leite animal é para o filhote, não para o ser humano – nada tendo que ver com exploração e privação de direitos dos animais. É como se estivesse sendo empreendido um esforço para proteger a pecuária e a indústria frigorífica e láctea da "perversa" ameaça vegetariana.
São necessárias prudência e seriedade para uma revista, jornal ou site, ainda mais quando não é especializado em saúde e nutrição, escrever sobre vegetarianismo, tomando-se cuidado para não cair em velhos mitos caluniosos. Mas não foi o que se viu nessa reportagem. O que pudemos ver foi uma leiguice nociva, carregada de erros primários de investigação jornalística. Leiguice essa que poderá muito bem ser interpretada por muitos leitores como desonestidade e manipulação, visto que pecuaristas e empresas frigoríficas adoram quando uma reportagem tenta desqualificar o vegetarianismo e exaltar o consumo de alimentos de origem animal.
Não acuso a autora da matéria de atender a esse tipo de interesses, mas recomendo a ela e a todos os demais jornalistas que, da próxima vez, lancem mão de mais seriedade e ética ao falar de vegetarianismo. Forneçam às pessoas esclarecimento competente e devidamente embasado cientificamente, não matérias cheias de vícios e falhas cujas consequências são o amedrontamento e a desinformação.
Em tempos de ascensão do vegetarianismo e do veganismo entre a população brasileira e mundial, ainda temos que lidar com pessoas que, manifestando implícita ou explicitamente sua oposição a esse hábito alimentar e/ou de consumo, tentam desinformar as pessoas e atrapalhar a conscientização relacionada à exploração animal e seus impactos ambientais. Já não bastassem os polemistas e "alfacistas", ainda hoje persistem os jornalistas que tentam pôr em xeque a sustentabilidade nutricional da alimentação sem carne, laticínios, ovos e outros derivados de animais.
Houve casos desse tipo várias vezes no jornalismo nos últimos anos, sendo a mais recente investida a do site feminino Delas, do portal IG, datada do último 10 de julho. A reportagem em questão, que critico abaixo, é intitulada "Frutas, verduras e... comprimidos?" Buscou-se "alertar", com mitos, argumentos mal embasados e vícios jornalísticos, para o falso perigo de subnutrição que a alimentação vegetariana poderia causar.
A princípio, percebem-se várias falhas no texto: ouviu-se apenas uma especialista, ignorando-se o mandamento de ouvir uma segunda opinião em se tratando de orientação médico-nutricional; não foram procurados especialistas em nutrição vegetariana – como os muito conhecidos George Guimarães e Eric Slywitch, maiores nomes desse ramo da Nutrição no Brasil; ao entrevistar um tatuador, procurou-se explorar implicitamente o estereótipo do "vegano underground", que gosta de tatuagem e outros elementos culturais alternativos, reforçando a imagem inconsciente do "vegano radical e esquisitão" existente no senso comum; divulgou-se uma informação equivocada, longe de qualquer especialização científica, vinda do mesmo tatuador – ele dizendo que "dá pra viver só de legumes"; não se mostrou nenhum dado científico ou estatístico que corroborasse as diversas acusações caluniosas levantadas.
Sedentarização e industrialização
Além do mais, repetiu-se o tão surrado mito de que o vegetarianismo não provê quantidades suficientes de ferro, cálcio e vitaminas do complexo B. Inclusive, fala-se na reportagem que "para que a opção [vegetariana] não resulte em problemas de saúde sérios [sic], é prudente que um médico avalie o quadro nutricional do paciente e prescreva a complementação dos suplementos [sic] que não são [sic] ingeridos com os alimentos", propagando o medo infundado dos maus efeitos que o banimento da carne e de outros derivados animais do prato supostamente causaria à saúde.
A autora da matéria e a única "especialista" entrevistada – que ainda por cima é endocrinologista, não nutricionista – insistem em vários pontos da matéria que o vegetarianismo completo, livre de qualquer alimento de origem animal, é "radical" e, portanto, nocivo. Usam em um ponto do texto uma dialética malfeita, que confessa por um lado que "apesar das limitações [sic], não é correto afirmar que os vegetarianos e vegans não são saudáveis", mas "alerta", por outro, que "o radicalismo [palavra-código que significa o abandono total de alimentos de origem animal, ou mesmo o simples banimento da carne do prato] é o fator alarmante, que pode aumentar [sic] o número de deficiências nutricionais".
Toca-se no assunto da vitamina B-12, falando que o vegetariano completo precisa porque precisa tomar comprimidos, destoados das refeições, para continuar vivendo saudavelmente e ignorando que ela pode ser injetada na farmácia mais próxima em doses que duram até um ano. Com a imagem do comprimido, nutre-se ainda mais a antipatia existente pela maioria da população ao vegetarianismo, que é exibido como uma dieta "radical" e antinatural.
Ora, a dieta humana há milênios não é mais natural, visto que nenhum outro animal faz uso comum da agropecuária e nenhum outro animal que come carne promove o confinamento e abate instrumentalizado de suas presas. Nossa sedentarização e industrialização nos livrou da necessidade de caçar e coletar, meios realmente naturais de se obter alimento. Sem falar nos diversos alimentos que hoje vêm obrigatoriamente enriquecidos com, por exemplo, ferro e ácido fólico (alimentos industrializados com base de trigo) e iodo (sal marinho ensacado).
Reportagem desinforma e amedronta
Assim sendo, falar de alimentação natural não soa mais coerente na sociedade moderna industrializada. Uma pessoa que consome macarrão enriquecido e carne de animais tratados com antibióticos e hormônios não tem autoridade para acusar o vegetarianismo completo, que requer a ingestão ou injeção periódica de B-12, de antinatural – ou explorar negativamente a imagem da alimentação artificialmente condicionada, como é o caso da reportagem em questão.
Nas últimas partes, ainda há uma coroação com duas auréolas de espinhos. Primeiro quando se fala que o fator mais influente para a adoção da dieta vegetariana seria o desejo de emagrecer e que "o consumo exclusivo [sic] de verduras e frutas" pode causar obesidade. E segundo quando se acusa o vegetarianismo de causar a chamada ortorexia, uma obsessão por alimentos estritamente saudáveis que, segundo podemos deduzir pelo texto, seria a causa maior do afastamento dos vegetarianos de ocasiões sociais em que haja um consumo livre e alto de carne – em vez da convicção ética de não compactuar com a exploração animal. A reportagem chama o vegetarianismo, indiretamente, de radicalismo obsessivo e nocivo!
Ignora-se, quando se afirma que o vegetarianismo enfatizaria por definição a alimentação estritamente saudável, a existência de junk food desprovido de carne, como hambúrgueres vegetais, pizzas veganas, salgadinhos sem ingredientes de origem animal e mesmo as velhas batatas-fritas – todos esses podendo ser livremente consumidos por vegetarianos que não estavam pensando em saúde quando pararam de comer animais.
Quem ler livros e artigos realmente esclarecedores, como o impresso "Alimentação sem Carne", de Eric Slywitch, o relatório da American Dietetic Association, atualizado em 2009, que elogia o vegetarianismo como sendo saudável, e diversos artigos de autoria de George Guimarães, vai perceber que a reportagem do Delas/IG desinforma e amedronta muito mais do que conscientiza ou informa pessoas que querem orientação para livrar seu prato de qualquer exploração animal.
Mais seriedade e ética
Por último, terminamos de ler a fatídica reportagem reparando que não há quase nenhuma alusão às razões éticas e ambientais para a adoção do vegetarianismo e do veganismo – este não recebendo qualquer distinção que transcenda a alimentação, sendo tosca e erroneamente identificado com o vegetarianismo completo. No máximo uma alusão ligeiríssima por parte do tatuador ao fato de que o leite animal é para o filhote, não para o ser humano – nada tendo que ver com exploração e privação de direitos dos animais. É como se estivesse sendo empreendido um esforço para proteger a pecuária e a indústria frigorífica e láctea da "perversa" ameaça vegetariana.
São necessárias prudência e seriedade para uma revista, jornal ou site, ainda mais quando não é especializado em saúde e nutrição, escrever sobre vegetarianismo, tomando-se cuidado para não cair em velhos mitos caluniosos. Mas não foi o que se viu nessa reportagem. O que pudemos ver foi uma leiguice nociva, carregada de erros primários de investigação jornalística. Leiguice essa que poderá muito bem ser interpretada por muitos leitores como desonestidade e manipulação, visto que pecuaristas e empresas frigoríficas adoram quando uma reportagem tenta desqualificar o vegetarianismo e exaltar o consumo de alimentos de origem animal.
Não acuso a autora da matéria de atender a esse tipo de interesses, mas recomendo a ela e a todos os demais jornalistas que, da próxima vez, lancem mão de mais seriedade e ética ao falar de vegetarianismo. Forneçam às pessoas esclarecimento competente e devidamente embasado cientificamente, não matérias cheias de vícios e falhas cujas consequências são o amedrontamento e a desinformação.
4 de novembro de 2010
3ª Enquete: Você é vegetariano?
Esse post abre uma Nova Enquete do Blog Alô Bairro Demétria:
-Você é vegetariano?
Participem!
Entrevista com Jonathan Safran Foer:
-Você é vegetariano?
Participem!
Entrevista com Jonathan Safran Foer:
Sobre seu livro Eating animals:
Há quem pense que o grito de alarme sobre o aquecimento global é exagerado ou até uma fraude…
Bem, não estou entre eles. É um dos grandes temas destes anos, ao qual não podemos não prestar a máxima atenção. E, quero repetir, a defesa do meio ambiente e o respeito pelos animais são duas faces da mesma moeda.
No capítulo introdutório, você escreve que quer “compreender o que é a carne”. Que resposta encontrou?
Que comemos porque queremos. Comemos porque a carne é boa. Tem um sabor bom, um cheiro bom. Não existem outras explicações honestas e, na realidade, nem podemos ignorá-las. A carne também é religião, cultura e memória. Pense, por exemplo, no que significa para nós, norte-americanos, o churrasco do 04 de julho. Pense nas horas passadas com os pais e os avós, naquilo que eles nos contavam enquanto comíamos. É verdade que a carne torna a nossa vida mais bonita, mas a minha pergunta é: podemos continuar comendo sem nos interrogar e sem nos preocupar?
Um dos elementos mais inquietadores do livro é a constatação de que o massacre de animais caminha ao lado da sua despersonalização: massacra-se uma quantidade imensa de animais por não considerá-los individualmente.
Há quem chegou a construir uma analogia com os genocídios e até com o Holocausto. Trata-se de uma analogia que não me agrada e, além disso, não é nem necessária para demonstrar o que eu tenho no coração. A minha posição não é nem extrema: basta ver um criadouro para entender do que estou falando. Tenho uma posição prática, não filosófica.
Há quem chegou a construir uma analogia com os genocídios e até com o Holocausto. Trata-se de uma analogia que não me agrada e, além disso, não é nem necessária para demonstrar o que eu tenho no coração. A minha posição não é nem extrema: basta ver um criadouro para entender do que estou falando. Tenho uma posição prática, não filosófica.
Você visitou um matadouro chamado Paradise Cocker Meats, um lugar civilizado e administrado por pessoas sensíveis. O proprietário, chamado Mario, lhe ofecereu carne de porco para comer. Você preferiu responder dando uma desculpa religiosa: “Não é kosher” [alimentos que obedecem à lei judaica].
Eu menti, porque justamente não conseguia comer, mas não queria ofender Mario, uma ótima pessoa que queria ser gentil. O seu modo era de partir o pão comigo: apreciei sinceramente o seu gesto, mas continuo não justificando a violência e a injustiça daquilo que ele fazia.
Mas você lembra também que a sua avó, depois de ter sobrevivido ao Holocausto, recusa a primeira carne que lhe é oferecida, dizendo, ao invés, a verdade sobre o fato de não ser kosher.
Minha avó não é vegetariana, mas o que ela queria me ensinar quando me contou esse episódio era de fazer sempre a coisa certa. No meu caso, não existe um grande risco de dizer “não”. Dito isso, ela teria gostado se a minha escolha tivesse sido motivada por questões religiosas.
Minha avó não é vegetariana, mas o que ela queria me ensinar quando me contou esse episódio era de fazer sempre a coisa certa. No meu caso, não existe um grande risco de dizer “não”. Dito isso, ela teria gostado se a minha escolha tivesse sido motivada por questões religiosas.
Você define o livro não como uma defesa de sermos vegetarianos, mas como um convite a estarmos informados e assumir a responsabilidade.
Seria ingênuo se pensasse em convencer as pessoas a se tornarem vegetarianas. A minha pergunta é: “Interessa-lhe ou não saber o que significa comer os animais?”. E existe uma hipocrisia e uma ignorância enormes com relação a isso. Como o respeito ao meio ambiente: preferimos não pensar. Começando pelo que é aprovado, os homens são por natureza falíveis e frágeis.
Você escreve: “O alimento não é racional. É cultura, hábito e identidade. Para alguns, a irracionalidade conduz a uma forma de resignação”.
A nossa vida é caracterizada pela busca de exceções e de escapatórias. Não me refiro só à comida, mas às grandes escolhas culturais e religiosas.
Você teoriza que as comidas “cruéis e destrutivas deveriam ser consideradas ilegais”.
Estou convencido disso. É preciso tomar disposições semelhantes, por exemplo, às tomadas para preservar as crianças dos videogames violentos. Há poucos dias, li no New York Times, jornal cauto sobre as batalhas ambientais, um apelo para defender o atum como espécie em risco. Cada um deveria se perguntar sobre a eventualidade de extinção de uma espécie animal.
Os homens sempre comerão carne?
Não sei. Agora, parece justamente que sim. Porém, a história nos ensinou que a humanidade é capaz de mudanças inesperadas e surpreendentes. Há 100 anos, ninguém imaginaria que as mulheres não seriam mais consideradas como cidadãs de segunda classe. E há só 10 anos, ninguém apostaria em um presidente negro na Casa Branca.
Você sente falta da carne?
Sim, muito. Como de muitas outras coisas. Há instintos que suprimimos: ver uma pessoa que nos gosta e pensar em ter uma relação. Se sabemos que é errado, devemos conseguir não fazer nada. Certamente, isso nos custa, mas suprimir um desejo às vezes pode levar à realização de algo maior.
A reportagem é de Antonio Monda, publicada no jornal La Repubblica, 26-11-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto
FONTE
A reportagem é de Antonio Monda, publicada no jornal La Repubblica, 26-11-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto
FONTE
30 de outubro de 2010
Resultado da 2 ª Enquete do Blog Alô Bairro Demétria (2º turno das eleições presidenciais)
Em quem você irá votar no 2º turno?
Dilma Rousseff 123 (50%)
José Serra 117 (47%)
Em branco 0 (0%)
Nulo 5 (2%)
Votos: 245
Dia 30/10/2010 às 23:23: encerramento da enquete.
Dia 31 a partir das 19h, já saberemos o quanto que a mesma previu, ou não, o resultado efetivo das urnas! Qualquer que seja o resultado nas urnas, com essa enquete já temos documentada uma amostragem significativa do posicionamento político dos moradores do bairro Demétria nessas eleições.
4 de outubro de 2010
2ª Enquete: Em quem você vai votar no 2º turno para Presidente da República?
Vote na coluna à direita do Blog:
Na primeira enquete que realizamos no Blog Alô Bairro Demétria (vejam aqui os resultados) Dilma Rousseff apareceu em primeiro lugar e Marina Silva em segundo. José Serra e Plínio Sampaio vieram bem atrás com pouquíssimos votos. O bom desempenho de Marina Silva surpreendeu muita gente, mas não a nós do Blog Alô Bairro Demétria. Se a amostra de votantes no Blog puder ser considerada como significativa para o Bairro, aqui Marina já apontava como uma das favoritas desde o início. Vejamos agora para quem irão os votos dela no segundo turno? Participem da nova enquete!
Atualização:
Vejam AQUI os resultados dessa enquete!
Atualização:
Vejam AQUI os resultados dessa enquete!
3 de outubro de 2010
Resultado da 1ª Enquete do Blog Alô Bairro Demétria
Qual será seu voto no 1º turno das eleições precidenciais 2010?
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17 de setembro de 2010
1ª Enquete: Em quem você vai votar no 1º turno das eleições para Presidente?
Lendo o portal NovaE onde o jornalista Nassif discute sobre o uso amoral que a grande mídia tem feito de seu poder na tentativa de interferir de forma espúria no desenvolver natural das intenções de voto popular na campanha eleitoral para presidente de 2010 e, ao mesmo tempo, acompanhando no microcosmo do Bairro Demétria como "os esquecimentos" sobre o caráter não político do Yahoo-Grupo "Alô Bairro Demétria" (criado por mim há 6 anos e que hoje já é patrimônio do bairro inteiro sob a excelente moderação do Luis) se repetem, vindo sempre de pessoas que demonstram afinidade ideológica semelhante, resolvi criar esse Blog. A intenção inicial é simplesmente a de descobrir através de uma pesquisa informal anônima qual seria a intenção de voto para Presidente da República do nosso bairro, e ao mesmo tempo divulgar essa informação que acho pertinente e interessante para esclarecimento e consciência de todos na formação de imagem do bairro. Gradativamente, pretendo tornar esse Blog um instrumento de divulgação de assuntos de possível interesse para o bairro com 2 ou 3 moderadores escolhidos por mim. Participem da pesquisa ao lado e divulguem para seus vizinhos!
Um abraço,
Eduarda
OBSERVAÇÕES:
1-Só é permitido um voto por computador.Se mais pessoas de uma mesma casa quiserem votar, terão de usar outros computadores. Essa é uma medida para diminuir a possibilidade de votos múltiplos de uma única pessoa.
2-Comentários não assinados serão deletados sem explicação.
3-Não usem o Grupo Yahoo Alô Bairro Demétria para discutir coisas desse Blog. Usem os comentários do próprio Blog!
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