ENTRE RIOS from Caio Ferraz on Vimeo.
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14 de fevereiro de 2012
25 de novembro de 2010
Estradas do Bairro Demétria: Um resgate dos estudos e das ações já feitos pela Comissão Nossos Caminhos
Transcrevo aqui um trecho selecionado por mim do e-mail enviado hoje para a lista yahoo alobairrodemetria pelo arquiteto Pôla (com sua autorização), morador do Condomínio Sta Rita.
Nele são feitas algumas considerações técnicas e é resgatado parte importante do histórico dos estudos e ações da Comissão "Nossos Caminhos":
Nele são feitas algumas considerações técnicas e é resgatado parte importante do histórico dos estudos e ações da Comissão "Nossos Caminhos":
...lembro também que, nos debates sobre este assunto em meados de 2008, foi definida a comissão "nossos caminhos"...
·... viu-se, então, que o revestimento do piso não era o principal problema, o principal é o desenvolvimento socioambiental do bairro.
na época se concluiu por criar mecanismos de controle socioambiental e urbanístico p/ o impacto do aumento de acessibilidade, seja mecânica ou humana, no bairro.
havia instrumentos técnicos e institucionais, os técnicos estão na proposta, os institucionais principais eram o estabelecimento da ama-demetria e a defesa do plano diretor completo do município, que nos qualificava como 'zona rurbana', diferenciada das demais da cidade porém similar a várias outras no mesma situação no município.
quem participou da discussão do plano diretor, no governo passado, sabe o quanto essa definição é importante p/ nós.
no nosso caso, são 4 os problemas principais:
1- a drenagem, pois se a mesma não for resolvida corretamente, quem sofre o 1o. impacto é a bacia do atiaia, pois é p/ lá que corre a maior parte das águas coletadas.
em seguida sofre a do aldeia.
por isso, também, o caminho de pedestres existente e ciclovia serão importantes, eles permitem 'aparar' essas águas.
2- o crescimento da ocupação física e a valorização imobiliária sem controle, c/ o conseqüente crescimento desordenado da área comercial no alvorada:
mais fácil a freqüência> mais fregueses> mais comércio, daí mais fregueses etc. etc..
3- a segurança seja física, ambiental ou patrimonial, pois acesso fácil e sem controle, como seria uma simples colocação de piso, funciona p/ todos, a qualquer hora e de qualquer jeito.
4- a qualidade da execução do piso, que, dadas as condições normais das prefeituras brasileiras, já conhecemos.
uma das funções da comissão era zelar tecnicamente pela qualidade da execução, fosse o revestimento que fosse.
todas estas condições se relacionam entre si; se não forem controladas essa relação ocorre da maneira que conhecemos, c/ os problemas que já vimos em outros lugares.
não é questão de opinião, são mecanismos 'de mercado' versus mecanismos 'de controle' socioambiental e urbanístico (experimentem definir 'mecanismos de mercado' - no Brasil...- e vejam o que sai).
as conseqüências nefastas dessa 'facilitação de acesso', se feita sem controles socioambientais claros, são comprováveis tecnicamente, hoje em dia, pelos estudos urbanísticos modernos.
não estamos na Europa ou EUA, não somos uma área de controle restrito como as da prefeitura, somos um bairro aberto, em desenvolvimento.
o que decidirmos hoje terá diversas conseqüências p/ nosso futuro próximo, a começar pela usual valorização imobiliária 'interessada', pois feita sem qualquer critério objetivo, como os usados na Europa e EUA.
esse último é o principal motivo porque, pessoalmente, acho o asfalto danoso p/ o bairro: ele é a 1a. característica que nos torna iguais aos demais bairros de condomínios 'rurbanos' que se deterioraram e que conhecemos, como a Granja Viana, Alphaville etc..
nossa diferença é que estamos em 2010, e temos outros mecanismos e conhecimentos de hoje.
todas as demais conseqüências já foram arroladas naqueles debates de 2008, por isso não me alongo nelas aqui.
mas sugiro recuperar os documentos e criar uma nova comissão, eram 3 pessoas então, houve a aprovação pelo bairro e o trabalho rendeu...
·... viu-se, então, que o revestimento do piso não era o principal problema, o principal é o desenvolvimento socioambiental do bairro.
na época se concluiu por criar mecanismos de controle socioambiental e urbanístico p/ o impacto do aumento de acessibilidade, seja mecânica ou humana, no bairro.
havia instrumentos técnicos e institucionais, os técnicos estão na proposta, os institucionais principais eram o estabelecimento da ama-demetria e a defesa do plano diretor completo do município, que nos qualificava como 'zona rurbana', diferenciada das demais da cidade porém similar a várias outras no mesma situação no município.
quem participou da discussão do plano diretor, no governo passado, sabe o quanto essa definição é importante p/ nós.
no nosso caso, são 4 os problemas principais:
1- a drenagem, pois se a mesma não for resolvida corretamente, quem sofre o 1o. impacto é a bacia do atiaia, pois é p/ lá que corre a maior parte das águas coletadas.
em seguida sofre a do aldeia.
por isso, também, o caminho de pedestres existente e ciclovia serão importantes, eles permitem 'aparar' essas águas.
2- o crescimento da ocupação física e a valorização imobiliária sem controle, c/ o conseqüente crescimento desordenado da área comercial no alvorada:
mais fácil a freqüência> mais fregueses> mais comércio, daí mais fregueses etc. etc..
3- a segurança seja física, ambiental ou patrimonial, pois acesso fácil e sem controle, como seria uma simples colocação de piso, funciona p/ todos, a qualquer hora e de qualquer jeito.
4- a qualidade da execução do piso, que, dadas as condições normais das prefeituras brasileiras, já conhecemos.
uma das funções da comissão era zelar tecnicamente pela qualidade da execução, fosse o revestimento que fosse.
todas estas condições se relacionam entre si; se não forem controladas essa relação ocorre da maneira que conhecemos, c/ os problemas que já vimos em outros lugares.
não é questão de opinião, são mecanismos 'de mercado' versus mecanismos 'de controle' socioambiental e urbanístico (experimentem definir 'mecanismos de mercado' - no Brasil...- e vejam o que sai).
as conseqüências nefastas dessa 'facilitação de acesso', se feita sem controles socioambientais claros, são comprováveis tecnicamente, hoje em dia, pelos estudos urbanísticos modernos.
não estamos na Europa ou EUA, não somos uma área de controle restrito como as da prefeitura, somos um bairro aberto, em desenvolvimento.
o que decidirmos hoje terá diversas conseqüências p/ nosso futuro próximo, a começar pela usual valorização imobiliária 'interessada', pois feita sem qualquer critério objetivo, como os usados na Europa e EUA.
esse último é o principal motivo porque, pessoalmente, acho o asfalto danoso p/ o bairro: ele é a 1a. característica que nos torna iguais aos demais bairros de condomínios 'rurbanos' que se deterioraram e que conhecemos, como a Granja Viana, Alphaville etc..
nossa diferença é que estamos em 2010, e temos outros mecanismos e conhecimentos de hoje.
todas as demais conseqüências já foram arroladas naqueles debates de 2008, por isso não me alongo nelas aqui.
mas sugiro recuperar os documentos e criar uma nova comissão, eram 3 pessoas então, houve a aprovação pelo bairro e o trabalho rendeu...
4 de novembro de 2010
3ª Enquete: Você é vegetariano?
Esse post abre uma Nova Enquete do Blog Alô Bairro Demétria:
-Você é vegetariano?
Participem!
Entrevista com Jonathan Safran Foer:
-Você é vegetariano?
Participem!
Entrevista com Jonathan Safran Foer:
Sobre seu livro Eating animals:
Há quem pense que o grito de alarme sobre o aquecimento global é exagerado ou até uma fraude…
Bem, não estou entre eles. É um dos grandes temas destes anos, ao qual não podemos não prestar a máxima atenção. E, quero repetir, a defesa do meio ambiente e o respeito pelos animais são duas faces da mesma moeda.
No capítulo introdutório, você escreve que quer “compreender o que é a carne”. Que resposta encontrou?
Que comemos porque queremos. Comemos porque a carne é boa. Tem um sabor bom, um cheiro bom. Não existem outras explicações honestas e, na realidade, nem podemos ignorá-las. A carne também é religião, cultura e memória. Pense, por exemplo, no que significa para nós, norte-americanos, o churrasco do 04 de julho. Pense nas horas passadas com os pais e os avós, naquilo que eles nos contavam enquanto comíamos. É verdade que a carne torna a nossa vida mais bonita, mas a minha pergunta é: podemos continuar comendo sem nos interrogar e sem nos preocupar?
Um dos elementos mais inquietadores do livro é a constatação de que o massacre de animais caminha ao lado da sua despersonalização: massacra-se uma quantidade imensa de animais por não considerá-los individualmente.
Há quem chegou a construir uma analogia com os genocídios e até com o Holocausto. Trata-se de uma analogia que não me agrada e, além disso, não é nem necessária para demonstrar o que eu tenho no coração. A minha posição não é nem extrema: basta ver um criadouro para entender do que estou falando. Tenho uma posição prática, não filosófica.
Há quem chegou a construir uma analogia com os genocídios e até com o Holocausto. Trata-se de uma analogia que não me agrada e, além disso, não é nem necessária para demonstrar o que eu tenho no coração. A minha posição não é nem extrema: basta ver um criadouro para entender do que estou falando. Tenho uma posição prática, não filosófica.
Você visitou um matadouro chamado Paradise Cocker Meats, um lugar civilizado e administrado por pessoas sensíveis. O proprietário, chamado Mario, lhe ofecereu carne de porco para comer. Você preferiu responder dando uma desculpa religiosa: “Não é kosher” [alimentos que obedecem à lei judaica].
Eu menti, porque justamente não conseguia comer, mas não queria ofender Mario, uma ótima pessoa que queria ser gentil. O seu modo era de partir o pão comigo: apreciei sinceramente o seu gesto, mas continuo não justificando a violência e a injustiça daquilo que ele fazia.
Mas você lembra também que a sua avó, depois de ter sobrevivido ao Holocausto, recusa a primeira carne que lhe é oferecida, dizendo, ao invés, a verdade sobre o fato de não ser kosher.
Minha avó não é vegetariana, mas o que ela queria me ensinar quando me contou esse episódio era de fazer sempre a coisa certa. No meu caso, não existe um grande risco de dizer “não”. Dito isso, ela teria gostado se a minha escolha tivesse sido motivada por questões religiosas.
Minha avó não é vegetariana, mas o que ela queria me ensinar quando me contou esse episódio era de fazer sempre a coisa certa. No meu caso, não existe um grande risco de dizer “não”. Dito isso, ela teria gostado se a minha escolha tivesse sido motivada por questões religiosas.
Você define o livro não como uma defesa de sermos vegetarianos, mas como um convite a estarmos informados e assumir a responsabilidade.
Seria ingênuo se pensasse em convencer as pessoas a se tornarem vegetarianas. A minha pergunta é: “Interessa-lhe ou não saber o que significa comer os animais?”. E existe uma hipocrisia e uma ignorância enormes com relação a isso. Como o respeito ao meio ambiente: preferimos não pensar. Começando pelo que é aprovado, os homens são por natureza falíveis e frágeis.
Você escreve: “O alimento não é racional. É cultura, hábito e identidade. Para alguns, a irracionalidade conduz a uma forma de resignação”.
A nossa vida é caracterizada pela busca de exceções e de escapatórias. Não me refiro só à comida, mas às grandes escolhas culturais e religiosas.
Você teoriza que as comidas “cruéis e destrutivas deveriam ser consideradas ilegais”.
Estou convencido disso. É preciso tomar disposições semelhantes, por exemplo, às tomadas para preservar as crianças dos videogames violentos. Há poucos dias, li no New York Times, jornal cauto sobre as batalhas ambientais, um apelo para defender o atum como espécie em risco. Cada um deveria se perguntar sobre a eventualidade de extinção de uma espécie animal.
Os homens sempre comerão carne?
Não sei. Agora, parece justamente que sim. Porém, a história nos ensinou que a humanidade é capaz de mudanças inesperadas e surpreendentes. Há 100 anos, ninguém imaginaria que as mulheres não seriam mais consideradas como cidadãs de segunda classe. E há só 10 anos, ninguém apostaria em um presidente negro na Casa Branca.
Você sente falta da carne?
Sim, muito. Como de muitas outras coisas. Há instintos que suprimimos: ver uma pessoa que nos gosta e pensar em ter uma relação. Se sabemos que é errado, devemos conseguir não fazer nada. Certamente, isso nos custa, mas suprimir um desejo às vezes pode levar à realização de algo maior.
A reportagem é de Antonio Monda, publicada no jornal La Repubblica, 26-11-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto
FONTE
A reportagem é de Antonio Monda, publicada no jornal La Repubblica, 26-11-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto
FONTE
30 de setembro de 2010
Polêmica no bairro: A Central de Segurança

Há quem queira e paga por ela.
Há quem queira, porém quer que sejam os outros a pagar.
Há quem não queira e não paga por ela.
E, por fim, há também quem não queira, porém é obrigado a pagar.
Afinal a questão é querer ou pagar?
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