Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens

24 de abril de 2011

Homenagem ao Sr Blaich...

"Os grandes tesouros estão escondidos aos olhos comuns, foi a minha missão tanto na Arte quanto na Mineralogia torná-los visíveis, principalmente aos jovens."  E.Blaich

Sr Blaich passeando na sua amada "Cuesta de Botucatu"

(foto:Eduarda)

23 de abril de 2011

É a vontade que faz o homem grande ou pequeno (Schiller).

Erich Otto Blaich

  Todos nós que tivemos o enorme privilégio de conviver com esse grande homem, hoje lhe enviamos nossa homenagem e orações.

(foto:Eduarda)

6 de abril de 2011

Paixão pela vida ... Amedeo Modigliani (parte 3)

...Ele começou a pintá-la, como se estivesse com os olhos fechados, e quando ela o questionou, ele lhe disse -" só pintarei os seus olhos quando conhecer a sua alma..."( Amadeo Modigliani à sua amada Jeanne Hébuterne.

Dica de filme:



Modigliani Paixão pela vida

Em Paris, no ano de 1919, pelo menos dois importantes pintores disputavam as atenções no mundo das artes: Amedeo Modigliani e Pablo Picasso. Este filme mostra a rivalidade entre eles, mas principalmente os últimos dias de vida de Modigliani .... 

21 de março de 2011

Paixão pela vida .......Amedeo Modigliani (parte 2)


... estilo, fruto de diversas culturas, amigo de tantos artistas e encontrando-se numa conturbada fase de questionamentos e transições, sua obra entretanto não pode ser considerada filiada a nenhum dos estilos, dotada toda ela de um estilo próprio e autônomo.

Seus nus, que provocaram escândalo em seu tempo, revelam não sensualidade, mas um desnudamento da alma humana. Seu estilo, faz parte de um momento em que a arte pictórica, confrontada com a fotografia, lutava para conquistar seu espaço, seus valores e sua estética.




20 de março de 2011

Paixão pela vida.... Amedeo Modigliani (parte 1)


Amedeo Clemente Modigliani

Nascido na região da
Toscana numa família judaica era o quarto e último filho de Flaminio Modigliani. Ainda menino demonstrava interesse pela pintura, no que foi incentivado por sua mãe, Eugenia Garsin, com quem visitava museus de arte e que o matriculou, como aluno, no estúdio de Guglielmo Micheli.Na infância, sofreu de tifo, o que comprometeu sua saúde pelo resto da vida - mas cujo tratamento forçava-o a constantes viagens e grande intercâmbio cultural até a mudança definitiva a Paris, em 1906.Como outros pintores e artistas, viveu a experiência da extrema pobreza. Por meio dos companheiros de arte, conheceu o poeta polaco Leopold Zborowski, que se tornaria seu melhor e mais devotado amigo, além de incentivador e marchand. Em 1917, Zborowski consegue, para Modigliani, uma exposição individual na galeria Weil. A exposição durou apenas um dia, pois se transformou num escândalo graças ao nus expostos na vitrine da galeria.A grande musa de Amedeo foi Jeanne Hébuterne, com quem teve uma filha, em 1918.Complicações na saúde fazem o pintor viajar para o sul da França com a esposa e a filha, a fim de recuperar-se. Retorna a Paris ao final de 1918. Na noite de 24 de janeiro de 1920, aos 36 anos, Modigliani morre de tuberculose, agravada pelo consumo excessivo de álcool e drogas (haxixe). Foi sepultado no célebre Cemitério do Père-Lachaise.No dia seguinte à morte do pintor, sua esposa Jeanne, grávida de nove meses, suicidou-se ao atirar-se do quinto andar de um edifício...

16 de outubro de 2010

O Solitário do Cerrado

A interessante colaboração dessa semana do professor Gil Fellipe para os leitores do Blog Alô Bairro Demétria vem do seu livro “O SOLITÁRIO DO CERRADO" com um trecho da biografia e dos diários do naturalista Amaro Macedo:


Amaro Macedo nasceu em 10 de maio de 1914 em Campina Verde, Minas Gerais. Mora em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Foi professor e fazendeiro e é um dos grandes naturalistas do século XX. Começou a coletar plantas em 1943 e nunca mais parou. Ele viajou, principalmente pelos cerrados, de Minas Gerais, Goiás (englobando o que é hoje Tocantins) e o norte do Brasil, tendo chegado a Belém. Coletou muitas plantas, mostrou os hábitos dos povos dos locais por onde passou, a comida, o ambiente, como eram os hotéis e pensões, os meios de transporte, o preço das coisas na época, um Brasil que quase já desapareceu. E tirava muitas fotos em todas as suas viagens. Nas várias excursões, na maioria delas como um solitário naturalista, entre 1943 e 2007, coletou 6008 espécies, a maioria delas de espécies de plantas dos cerrados. Varias plantas eram espécies novas. Botânicos famosos dedicaram várias espécies a ele.

(Foto de Luciano Esteves-2007)


EXCURSÃO À SERRA DOURADA

(texto de Amaro Macedo – diário da excursão)

Nos dias 13 e 15 de dezembro de 1951, eu e meu pai fizemos a segunda excursão à Serra Dourada. Partindo da cidade de Goiás, passamos pela fazenda “Quinta” dos sucessores de Olímpio Batista, morador do município de Ituiutaba há muitos anos. O sr. prefeito de Goiás indicou-nos um guia, Sr.Adauto, que nos acompanhou durante as duas viagens que fizemos à Serra Dourada. O Sr. Adauto, apesar de sua solicitude, pouco adiantou-nos como guia como se poderá ver adiante.

Galgamos a serra, distante uma légua da Quinta onde havia há tempos um garimpo de cristal. Seguimos pela estrada de rodagem que vai a São José de Mossâmedes até uma encruzilhada, por onde os caminhões passavam para buscar cristal. Deixamos o automóvel próximo à casa de um agregado, a uns 500 m da encosta e encetamos a subida que neste ponto é de fácil acesso.

Uma das espécies mais interessantes e muito falada de que tivemos notícias foi a "árvore do papel", por nós encontrada a primeira vez completamente florida. É uma árvore fina, enfezada, tendo a casca alva e solta; até os galhos mais finos possuem películas desta casca em camadas concêntricas. Tal espécie é a Tibouchina papyros Pohl, mencionada por St. Hilaire.

Terminada essa nossa primeira penetração nos domínios da flora da Serra Dourada, regressamos à Quinta e dessa fazenda ao povoado de Mossâmedes, situado a sete léguas da cidade de Goiás. Mossâmedes é um lugarejo com algumas casas de comércio, farmácia e pensões, tendo uma praça com uma igreja no centro. A igreja foi construída pelos índios em 1774, com paredes de terra socada e de um metro de espessura. Na reconstrução da igreja usaram tijolos na parede da frente. Fizeram também no interior uma parede abandonando assim a parte posterior que ficou entregue aos morcegos e corujas.

Pernoitamos em uma pensão que apesar de modesta serviu-nos ótima comida. O quarto de dormir, em uma casa à parte, deixou muito a desejar, pois com a forte chuva que desabou à noite fomos brindados com enormes jatos d’água, como conseqüência das goteiras encontrada no telhado. No dia 14, após o bem servido almoço, seguimos pela estrada de Goiás uma légua e por um desvio, pouco adiante, ao Retiro do Chico Pinto, nome do fazendeiro que possui, também, outras fazendas. Lá deixamos o auto e iniciamos a escalada da Serra Dourada distante do Sitio 4 km. O retireiro (aquele que, numa fazenda, ordenha o gado) explicou-nos o caminho e seguimos então por trilhos, entre cerrados ralos e campos, deixando sempre de lado as matas. A serra nesse ponto é mais elevada que naquele que escalamos no dia anterior. Por campos e cerrados, fomos subindo até galgar o cimo que aqui é formado de vasta área plana arenosa, muitas vezes entremeada de paredões de pedras empilhadas em lascas. 


O Livro "O Solitário do Cerrado" de autoria de Gil Fellipe e Maria do Carmo Duarte Macedo poderá ser encontrado no site da Editora Ateliê: www.atelie.com.br