Você sabe o que consome?A animação “Comida que alimenta”, dirigida pela artista plástica e animadora Ianah Maia, trata através da conversa de uma criança com um agricultor agroecológico de questões como os problemas causados à saúde pelo consumo de agrotóxicos e dos produtos transgênicos. http://migre.me/qdkzJO desenho animado também aborda a importância de se valorizar a produção local, o comércio solidário, a agricultura agroecológica e a cultura das feiras.
Posted by MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra on Quarta, 10 de junho de 2015
19 de agosto de 2015
Você sabe o que consome?
22 de maio de 2014
CSA é tema de reportagem: Assista!
12 de abril de 2014
O MILHO NOSSO DE CADA DIA
31 de março de 2013
Vamos aderir! 2ª feira sem carne: -saiba o porquê
9 de março de 2013
2ª feira sem carne: participe dessa campanha!
semana é uma mudança significativa que
todos podem adotar.Paul McCartney, músico.
28 de fevereiro de 2013
25 de julho de 2012
Lavar retira os agrotóxicos dos alimentos?
NÃO COMPLETAMENTE:
O processo de lavagem dos alimentos contribui para a retirada de parte dos agrotóxicos.
Os agrotóxicos podem ser divididos quanto ao modo de ação entre sistêmicos e de contato. Os sistêmicos são aqueles que, quando aplicados nas plantas, circulam através da seiva por todos os tecidos vegetais, de forma a se distribuir uniformemente e ampliar o seu tempo de ação. Os de contato são aqueles que agem externamente no vegetal, tendo necessariamente que entrar em contato com o alvo biológico. E mesmo estes são também, em boa parte, absorvidos pela planta, penetrando em seu interior através de suas porosidades.
Uma lavagem dos alimentos em água corrente só poderia remover parte dos resíduos de agrotóxicos presentes na superfície dos mesmos. Os agrotóxicos sistêmicos e uma parte dos de contato, por terem sido absorvidos por tecidos internos da planta, caso ainda não tenham sido degradados pelo próprio metabolismo do vegetal, permanecerão nos alimentos mesmo que esses
sejam lavados. Neste caso, uma vez contaminados com resíduos de agrotóxicos, estes alimentos levarão o consumidor a ingerir resíduos de agrotóxicos.
FONTE:ANVISA
5 de julho de 2012
30 de junho de 2012
14 de março de 2012
Carne vermelha é mais letal do que se pensava
7 de março de 2012
População do Reino Unido pressiona e Nestlé passa para os naturais
Esses sabores artificiais foram substituídos por alternativas naturais em 79 produtos de confeitaria vendidos pela Nestlé no Reino Unido.
De acordo com estudos realizados por associações de consumidores britânicos, três quartos dos britânicos estão procurando produtos sem sabor artificial quando compram produtos de confeitaria.
A Nestlé já havia removido os produtos artificiais em todas as suas bebidas no Reino Unido, incluindo o Nesquik, uma bebida de chocolate.
Cerca de 7 anos de investigação foram necessários para Nestlé remover 80 produtos artificiais na sua confeitaria e substituí-los por produtos naturais.
Pesquisa semelhante está em curso no Canadá e em alguns outros países europeus, assim informou a produtora nº no ranking mundial de produtos alimentícios industrializados.
Fonte: Le Figaro
2 de setembro de 2011
O Desperdício é o amigo da Fome de 44 milhões de famintos no Brasil
1 de agosto de 2011
Triste recorde (Lia Giraldo)
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| Ilustração: Lollo |
O Brasil é hoje o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, como consequência de uma política que vem sendo construída desde meados da década de 1970 – quando o Plano Nacional de Defensivos Agrícolas foi lançado, condicionando o crédito rural à compra obrigatória de agrotóxicos pelos agricultores – e vem se intensificando pelo modelo agrícola monocultor extensivo e concentrador de terras.
O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), criado pela Anvisa em 2001, revela, ano após ano, que muitos agrotóxicos excedem os limites máximos de resíduos (LMR) autorizados pela legislação. A iniciativa também detecta a presença de agrotóxicos proibidos para diversas culturas analisadas e que são produtos de mesa do consumidor, mostrando assim o franco desrespeito à legislação e as sérias implicações para a saúde pública.
Leia o artigo completo no Le Monde Diplomatique-Brasil
26 de junho de 2011
Seria a nova e perigosa E.Coli fruto da Bioengenharia?
Existe alguma relação entre a proibição do uso da medicina natural na Europa e o aparecimento dessa superbactéria?
Seu aparecimento seria parte de um complô contra a agricultura familiar?
O artigo abaixo cuja fonte é o site El Projecto Matriz (dica de leitura da Angee Cristina), nos propõe que sim, que tudo faz parte de uma enorme conspiração contra a população humana.
Leia a versão espanhola do texto e tire suas próprias conclusões:
http://www.bibliotecapleyades.net/ciencia/ciencia_virus19.htm
26 de maio de 2011
7 de março de 2011
Estado de São Paulo aprova lei mais rígida para rotulagem dos transgênicos
Por Alexandre Inacio e Bettina Barros - De São Paulo (notícia publicada no Valor Econômico, e aqui)
"A indústria de alimentos se prepara para iniciar uma nova etapa em relação à apresentação dos alimentos transgênicos. O setor deverá se adequar à nova lei, aprovada pela Assembléia Legislativa de São Paulo, que muda a rotulagem e distribuição desses produtos nas gôndolas dos supermercados. Veja o texto integral da lei AQUI. |
22 de janeiro de 2011
Restaurante - Chácara Somé

16 de dezembro de 2010
Impacto da pecuária bovina sobre o Brasil e o planeta
Empurramos o problema para o fundo do Brasil, distante das grandes cidades, das telas das TVs... E deixamos terras arrasadas – a Mata Atlântica, a Caatinga, e agora o Cerrado e a Amazônia. Afinal, o Brasil é imenso, as terras, infinitas, e o boi sempre parte da paisagem, não é?
A “quente” última década nos oferece um cardápio picante, com temas novos como as mudanças climáticas e o esgotamento do planeta. São estudos científicos e relatórios internacionais, que desossam a questão e, pela primeira vez, apontam o impacto da pecuária bovina sobre o Brasil e o planeta. Se o tema era visto como bravata de alguns radicais, ocupa crescente espaço, ainda de canapés, longe de ser o prato principal das questões de estado. O Brasil é que não se percebe, é o peão-de-culatra, que nada vê, a boiada adiante, pra trás a poeira...
As mudanças climáticas, a segurança alimentar, a conservação da biodiversidade, a sobrevivência de populações tradicionais, as crescentes desigualdades entre ricos e pobres, o acesso a água, são hoje questões centrais e se relacionam diretamente à maneira que a nossa comitiva conduz a pecuária bovina: de forma extensiva, a ocupar terras infinitas, ao provocar o maior processo de deslocamento de populações tradicionais, e de erosão do planeta Terra.
Leia o restante desse artigo AQUI
4 de dezembro de 2010
Resultado da 3ª enquete do Blog Alô Bairro Demétria!
12 de novembro de 2010
VEGETARIANISMO: Comprimidos, mitos e desinformação
Em tempos de ascensão do vegetarianismo e do veganismo entre a população brasileira e mundial, ainda temos que lidar com pessoas que, manifestando implícita ou explicitamente sua oposição a esse hábito alimentar e/ou de consumo, tentam desinformar as pessoas e atrapalhar a conscientização relacionada à exploração animal e seus impactos ambientais. Já não bastassem os polemistas e "alfacistas", ainda hoje persistem os jornalistas que tentam pôr em xeque a sustentabilidade nutricional da alimentação sem carne, laticínios, ovos e outros derivados de animais.
Houve casos desse tipo várias vezes no jornalismo nos últimos anos, sendo a mais recente investida a do site feminino Delas, do portal IG, datada do último 10 de julho. A reportagem em questão, que critico abaixo, é intitulada "Frutas, verduras e... comprimidos?" Buscou-se "alertar", com mitos, argumentos mal embasados e vícios jornalísticos, para o falso perigo de subnutrição que a alimentação vegetariana poderia causar.
A princípio, percebem-se várias falhas no texto: ouviu-se apenas uma especialista, ignorando-se o mandamento de ouvir uma segunda opinião em se tratando de orientação médico-nutricional; não foram procurados especialistas em nutrição vegetariana – como os muito conhecidos George Guimarães e Eric Slywitch, maiores nomes desse ramo da Nutrição no Brasil; ao entrevistar um tatuador, procurou-se explorar implicitamente o estereótipo do "vegano underground", que gosta de tatuagem e outros elementos culturais alternativos, reforçando a imagem inconsciente do "vegano radical e esquisitão" existente no senso comum; divulgou-se uma informação equivocada, longe de qualquer especialização científica, vinda do mesmo tatuador – ele dizendo que "dá pra viver só de legumes"; não se mostrou nenhum dado científico ou estatístico que corroborasse as diversas acusações caluniosas levantadas.
Sedentarização e industrialização
Além do mais, repetiu-se o tão surrado mito de que o vegetarianismo não provê quantidades suficientes de ferro, cálcio e vitaminas do complexo B. Inclusive, fala-se na reportagem que "para que a opção [vegetariana] não resulte em problemas de saúde sérios [sic], é prudente que um médico avalie o quadro nutricional do paciente e prescreva a complementação dos suplementos [sic] que não são [sic] ingeridos com os alimentos", propagando o medo infundado dos maus efeitos que o banimento da carne e de outros derivados animais do prato supostamente causaria à saúde.
A autora da matéria e a única "especialista" entrevistada – que ainda por cima é endocrinologista, não nutricionista – insistem em vários pontos da matéria que o vegetarianismo completo, livre de qualquer alimento de origem animal, é "radical" e, portanto, nocivo. Usam em um ponto do texto uma dialética malfeita, que confessa por um lado que "apesar das limitações [sic], não é correto afirmar que os vegetarianos e vegans não são saudáveis", mas "alerta", por outro, que "o radicalismo [palavra-código que significa o abandono total de alimentos de origem animal, ou mesmo o simples banimento da carne do prato] é o fator alarmante, que pode aumentar [sic] o número de deficiências nutricionais".
Toca-se no assunto da vitamina B-12, falando que o vegetariano completo precisa porque precisa tomar comprimidos, destoados das refeições, para continuar vivendo saudavelmente e ignorando que ela pode ser injetada na farmácia mais próxima em doses que duram até um ano. Com a imagem do comprimido, nutre-se ainda mais a antipatia existente pela maioria da população ao vegetarianismo, que é exibido como uma dieta "radical" e antinatural.
Ora, a dieta humana há milênios não é mais natural, visto que nenhum outro animal faz uso comum da agropecuária e nenhum outro animal que come carne promove o confinamento e abate instrumentalizado de suas presas. Nossa sedentarização e industrialização nos livrou da necessidade de caçar e coletar, meios realmente naturais de se obter alimento. Sem falar nos diversos alimentos que hoje vêm obrigatoriamente enriquecidos com, por exemplo, ferro e ácido fólico (alimentos industrializados com base de trigo) e iodo (sal marinho ensacado).
Reportagem desinforma e amedronta
Assim sendo, falar de alimentação natural não soa mais coerente na sociedade moderna industrializada. Uma pessoa que consome macarrão enriquecido e carne de animais tratados com antibióticos e hormônios não tem autoridade para acusar o vegetarianismo completo, que requer a ingestão ou injeção periódica de B-12, de antinatural – ou explorar negativamente a imagem da alimentação artificialmente condicionada, como é o caso da reportagem em questão.
Nas últimas partes, ainda há uma coroação com duas auréolas de espinhos. Primeiro quando se fala que o fator mais influente para a adoção da dieta vegetariana seria o desejo de emagrecer e que "o consumo exclusivo [sic] de verduras e frutas" pode causar obesidade. E segundo quando se acusa o vegetarianismo de causar a chamada ortorexia, uma obsessão por alimentos estritamente saudáveis que, segundo podemos deduzir pelo texto, seria a causa maior do afastamento dos vegetarianos de ocasiões sociais em que haja um consumo livre e alto de carne – em vez da convicção ética de não compactuar com a exploração animal. A reportagem chama o vegetarianismo, indiretamente, de radicalismo obsessivo e nocivo!
Ignora-se, quando se afirma que o vegetarianismo enfatizaria por definição a alimentação estritamente saudável, a existência de junk food desprovido de carne, como hambúrgueres vegetais, pizzas veganas, salgadinhos sem ingredientes de origem animal e mesmo as velhas batatas-fritas – todos esses podendo ser livremente consumidos por vegetarianos que não estavam pensando em saúde quando pararam de comer animais.
Quem ler livros e artigos realmente esclarecedores, como o impresso "Alimentação sem Carne", de Eric Slywitch, o relatório da American Dietetic Association, atualizado em 2009, que elogia o vegetarianismo como sendo saudável, e diversos artigos de autoria de George Guimarães, vai perceber que a reportagem do Delas/IG desinforma e amedronta muito mais do que conscientiza ou informa pessoas que querem orientação para livrar seu prato de qualquer exploração animal.
Mais seriedade e ética
Por último, terminamos de ler a fatídica reportagem reparando que não há quase nenhuma alusão às razões éticas e ambientais para a adoção do vegetarianismo e do veganismo – este não recebendo qualquer distinção que transcenda a alimentação, sendo tosca e erroneamente identificado com o vegetarianismo completo. No máximo uma alusão ligeiríssima por parte do tatuador ao fato de que o leite animal é para o filhote, não para o ser humano – nada tendo que ver com exploração e privação de direitos dos animais. É como se estivesse sendo empreendido um esforço para proteger a pecuária e a indústria frigorífica e láctea da "perversa" ameaça vegetariana.
São necessárias prudência e seriedade para uma revista, jornal ou site, ainda mais quando não é especializado em saúde e nutrição, escrever sobre vegetarianismo, tomando-se cuidado para não cair em velhos mitos caluniosos. Mas não foi o que se viu nessa reportagem. O que pudemos ver foi uma leiguice nociva, carregada de erros primários de investigação jornalística. Leiguice essa que poderá muito bem ser interpretada por muitos leitores como desonestidade e manipulação, visto que pecuaristas e empresas frigoríficas adoram quando uma reportagem tenta desqualificar o vegetarianismo e exaltar o consumo de alimentos de origem animal.
Não acuso a autora da matéria de atender a esse tipo de interesses, mas recomendo a ela e a todos os demais jornalistas que, da próxima vez, lancem mão de mais seriedade e ética ao falar de vegetarianismo. Forneçam às pessoas esclarecimento competente e devidamente embasado cientificamente, não matérias cheias de vícios e falhas cujas consequências são o amedrontamento e a desinformação.







