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27 de março de 2014

O Jardim das Ninfas na Itália

Esse lindo jardim,que é considerado um dos mais belos do mundo fica na Itália a cerca de 60 km de Roma. Clique no vídeo abaixo para conhecer: Leia em português e veja lindas fotos sobre o jardim clicando aqui:
http://agharta-meujardim.blogspot.it/2011/07/jardim-de-ninfa-italia.html

1 de agosto de 2011

Plantio de Batata na Fazenda Demétria

Plantio de Campo de Batata Biodinâmica na Fazenda Demétria:

Paulo Cabrera, um dos agricultores responsáveis pela fazenda explica para um grupo de visitantes como se dá o manejo da cultura de Batata na Fazenda Demétria: -agora as mudas já estão no momento de receberem terra na base dos caules de onde brotarão as novas batatinhas.

 Esses legumes, como todos os produzidos na fazenda são livres de adubos e defensivos químicos e podem ser adquiridos nas duas feiras realizadas semanalmente em São Paulo, na lojinha do Sítio Bahia ou através do inovador programa CSA-Demétria.

Paulo Cabrera explica o "chegar da terra na base do caule da batatinha"...(Foto Alvio)
Entenda esse processo:
Quando as hastes das plantas estiverem com 25 a 30 cm de altura, aproximadamente aos 25-30 dias de plantio, faz-se a amontoa, ou “chegamento’ de terra, em ambos os lados da fila de plantas, formando um camalhão com cerca de 20cm de altura. Esta operação visa a proteger os tubérculos mais superficiais contra a exposição direta dos raios solares, que causam escaldadura e esverdeamento dos mesmos.
Dependendo da intensidade das chuvas e do estado vegetativo da cultura, pode ser feita uma segunda amontoa aos 60 dias de plantio para evitar que os tubérculos sejam expostos à luz e fiquem esverdeados, tornando-os inadequados ao consumo. A amontoa manual ou mecânica funciona também como controle de plantas danínhas. Fonte:Batata.net
Capo de Batatas na Fazenda Demétria Btu SP (Foto Eduarda)

9 de dezembro de 2010

Plantas em torno da Piscina:

Ao escolher as espécies para o entorno da piscina deverão ser consideradas algumas qualidades necessárias ao lugar:

1-Fazer pouca sombra
2-Raizes que cresçam pouco, para não causarem infiltrações
3-Folhas bem grandes que quando caírem na água serão facilmente retiradas

Basta olhar os critérios acima, para logo perceber que a principal escolha recairá sempre nas palmeiras. Outras espécies, contudo, poderão também ser usadas separadamente ou em conjunto com elas. Mas, a atenção de guardar pelo menos dois metros de distancia da borda, e evitar a todo custo plantas de folhas pequenas (por ex.Sibipiruna), ou que caiam no outono e inverno (por ex.Ipê), são medidas que garantirão o não entupimento do ralo, e uma trabalheira desnecessária com a limpeza da piscina.

Outro cuidado a ser tomado no paisagismo de piscinas e arredores é o de se preservar os saudáveis raios de sol da manhã (Leste, Nordeste), plantando-se nessa face somente árvores e arbustos de pequeno porte, de forma que não sombreiem a piscina. Já a área da churrasqueira, poderá sem problemas ser sombreada por árvores e trepadeiras, e ao seu lado, um canteiro com ervas aromáticas será sempre bem vindo.

Em conjunto com as palmeiras ou outras árvores escolhidas, pode-se plantar canteiros com arbustos que floresçam em diferentes épocas do ano, e forração de flores ou folhagens coloridas.

Plantas com raízes poderosas e invasivas (por ex. Flamboyant, ou Ficus) devem ser evitadas a todo custo, pois a procura de água poderá danificar as paredes e tubulação da piscina!
 
Para pessoas alérgicas, a única grama que não causa irritação na pele é a grama esmeralda, porem ela além de ser bem mais cara, exige regas periódicas em toda a época da seca.

Um jardim próximo a piscina bem planejado, tornara a área agradável e com uso, inclusive durante todo o inverno, ou mesmo a noite:
A iluminação artificial não só da piscina, como do seu arredor (caminhos e canteiros), feita de forma artística e estratégica, é fundamental para se ter mais um espaço seguro e agradável, para festas e reuniões a noite.
(Maria  Eduarda Machado Mendes)

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1 de dezembro de 2010

Como escolher as trepadeiras para o jardim?


A escolha correta de uma trepadeira para seu jardim envolve alguns conhecimentos que irei abordar  no post de hoje.
Existem vários tipos de trepadeiras, e saber qual o tipo que se adapta melhor ao seu jardim é fundamental para fazer a escolha correta. Primeiramente, é necessário saber se a trepadeira escolhida é muito vigorosa e lenhosa , pois estas só servem para jardins bem amplos, e também onde exista um suporte bem resistente onde ela possa se apoiar,  tais como caramanchões ou viveiros, senão, adeus ripado ou cerquinha quando a trepadeira crescer! E atenção com a popular unha de gato: suas raízes podem danificar a estrutura de muros e paredes! Portanto, ela deveria ser plantada somente em muros de pedras, ou barrancos.
 O oposto também pode ocorrer: espécies com grande valor ornamental, porém com porte muito delicado, e com caules finos, não devem ser plantadas quando se desejar sombra ou esconder estruturas deselegantes.
 Outro cuidado fundamental é o de saber se o local de plantio é bastante ensolarado, pois disso dependerá a floração abundante e bonita, bem como a ausência de pragas, para a grande maioria das trepadeiras. Contudo, existem algumas poucas espécies que também se desenvolvem  bem na meia sombra. E por falar em sol, poucas pessoas sabem que plantar uma trepadeira forçando que ela cresça no sentido contrário ao caminho do sol, significa brigar com ela a vida inteira, pois suas ramas sempre se dirigirão para o lado oposto ao pergolado... Por isso, muita  atenção  na direção do Nascente, para só então plantar sua trepadeira de forma que ela “olhe” para leste ou norte no seu crescimento, e nunca para o oeste ou sul.
Existem alguns cuidados com a saúde que também devem ser lembrados na escolha do local de plantio:
1-Existem espécies que apesar de bonitas, possuem pêlos que causam irritação e devem portanto ser plantadas longe de casa (por exemplo, a Mucuna pruriens).
2-A presença de látex  no caule também obriga ao plantio em locais apropriados (por exemplo, a bela Alamanda ).
3-Plantas com flores de odor muito forte, deveriam ser plantadas longe das residências ( por exemplo, todas as trepadeiras chamadas papos de peru)  .
4-Por último, flores grandes próximo a locais de circulação de pedestres podem causar tombos na época das chuvas.
Maria Eduarda Machado Mendes

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29 de novembro de 2010

A Escolha da Árvore de Natal

Estamos entrando na época em que a maior parte das famílias compra uma Árvore de Natal para decorar sua casa. A própria procura da árvore  já entusiasma adultos e crianças, e o ritual dos enfeites faz parte dos festejos de cada família.

Gostaria de lembrar-lhes alguns aspectos que poderão  ajudar na decisão pela compra de uma árvore natural:
1-As árvores naturais são biodegradáveis e constituem um recurso renovável. Por outro lado, as árvores artificiais são fabricadas com PVC, plástico e metal, ou seja, materiais que são ou prejudiciais ao ambiente, ou não renováveis.
2- A deliciosa e duradoura fragrância da árvore natural, e a beleza de sua folhagem verde são insubstituíveis, legando às crianças lembranças sutis da época natalina.
3-Há também o importante fato de ser ela um símbolo de vitalidade e  resistência às adversidades da vida, ficando a árvore artificial muito longe de evocar esses valores na alma das pessoas.
4-Hoje, as mudas oferecidas pelos viveiristas foram na sua maioria plantadas especialmente para esse fim, e estão envasadas (plantadas no vaso) há um bom tempo, possibilitam-nos assim transplantá-las para o sítio ou jardim após o Natal, com boas chances de que elas sobrevivam.
As Tuias (principalmente a Europa e Áurea) que são podadas para ficar com o tradicional formato, ocupam o primeiro lugar em popularidade como Árvores de Natal. Mas, felizmente, hoje já se diversificam as variedades oferecidas no comércio, e tanto as Cryptomérias (o tradicional pinheirinho de antigamente) como alguns Juníperos, também estão a venda.
Visibilidade que dão aos enfeites, fragrância e tato agradável, são alguns dos critérios que podem ajudar na escolha da espécie.
Ao comprar, observe bem se as agulhas das folhas estão firmes. não caindo ao passar da sua mão por elas. Se mais de 10 caírem, já é um aviso que aquela planta não está bem!
Cuidados:
Falta de luminosidade é o principal motivo pelo qual as mudas ficam abatidas quando vão para o interior das casas. Escolher um lugar próximo a uma janela,  ou uma fonte de luz, é fundamental para a saúde e durabilidade da planta .Outro fator importante são as regas, que deverão ocorrer todos os os dias (aproximadamente 1litro).A água é importante porque evita que as agulhas sequem e caiam, além disso preserva a fragrância da árvore.
Mantenha as luzinhas acesas apenas por poucas horas no dia, pois seu calor é fatal para a saúde das folhas.
Tudo isso garantirá que seu pinheirinho permaneça bonito e perfumado até o dia de Reis quando, pela tradição, deverão ser retirados todos os enfeites natalinos da casa.
Maria Eduarda M.Mendes

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23 de novembro de 2010

Plantas Venenosas 2

Mais um interessante artigo do professor Gil Felippe, autor do livro citado ontem aqui no Blog em outro post: Venenosas – plantas que matam também curam. A planta que hoje ele nos descreve as características tóxicas é também bastante encontrada em muitos jardins do bairro Demétria.


CAMARÁ

A família Verbenaceae (dicot., 41 gêneros e 950 espécies) é tropical, especialmente da América do Sul, com poucas espécies de clima temperado. Suas espécies são ervas, arbustos, lianas e árvores pequenas. Em geral as plantas têm espinhos. As folhas são simples e as flores hermafroditas.

CAMARÁ
            A ingestão de frutos jovens e folhas de camará, cambará, cambará-de-cheiro, camaradinha ou lantana causa intoxicação. Isto porque apresenta, principalmente nas folhas e frutos, triterpenoides tóxicos, as lantadenas A e B. Os sintomas aparecem algumas horas após a ingestão e incluem náuseas, vômitos, diarréia, fraqueza, letargia, respiração lenta e difícil, cianose, fotofobia e pode chegar ao óbito. No gado causa fotossensibilização hepatógena, quando as toxinas causam lesão no fígado, com consequente distúrbio hepático; não havendo desintoxicação do organismo, as substâncias vão se acumular na circulação periférica e com a incidência de luz solar aparecerão lesões na pele. Assim sendo, o envenenamento por camará causa acentuada icterícia, lesões de fotossensibilização, constipação e edema sub-cutâneo dos membros em bovinos. A intoxicação é leve até10g/kg do boi e com 20g/kg é grave. Há efeito cumulativo. De um modo geral, a intoxicação só ocorre se os animais estão famintos ou são transferidos de pasto; normalmente eles pastam um pouco do camará sem efeitos nocivos. O primeiro sintoma após a ingestão da planta em quantidade alta é a diminuição do apetite, seguida de icterícia e modifiação da urina (que fica amarelo-escura). Os animais mostram grande inquietação quando expostos ao sol; apareceram as lesões de fotossensibilização nas partes despigmentadas do corpo, que se caracterizam por vermelhidão, edema, aparecimento de exsudato e formação de fendas e mumificação da pele nas áreas afetadas.
            Em paisagismo é utilizada para formar maciços e bordaduras ao longo de muros e paredes. É usada também como planta para vasos. É resistente às geadas. O camará deve ser cultivado a pleno sol, em solo fértil enriquecido com composto orgânico, com regas periódicas. Tem grande potencial invasivo, tornando-se daninha.
            Os ramos e as folhas, cobertos de pêlos, quando esmagados liberam um cheiro desagradável, que lembra a urina de gatos.

Lantana camara L. é originária da América tropical, Américas do Sul e Central. É um arbusto pequeno perene, com caule muito ramificado até a raiz, galhos cruzados abundantes, com espinhos nos ramos. Chega a dois metros de altura. Apresenta tanto ramos eretos como reclinados, e as folhas são ásperas. A inflorescência, um mini-buquê, é densa, com flores hermafroditas, pequenas, brancas, amarelas, alaranjadas, róseas, roxas, nas mais variadas combinações na mesma inflorescência. Algumas delas vistas à distância, são alaranjadas, mas se examinadas com cuidado as flores individuais mostram-se brancas, amarelas e vermelhas. Elas também mudam de cor à medida que envelhecem. As flores aparecem o ano todo e são apreciadas pelas borboletas. O fruto é esférico, negro, com uma semente, responsável pela propagação e por estacas caulinares.

Ilustrações
Maria Cecília Tomasi

22 de novembro de 2010

Plantas Venenosas

A colaboração dessa semana do Prof Gil Felippe vem do seu  e livro Venenosas – plantas que matam também curam  da Editora Senac.A planta em questão é extremamente comum nos jardins daqui do bairro Demétria.

 
A família Apocynaceae (dicot., 165 gêneros e 1 900 espécies) é principalmente dos trópicos, com algumas espécies presentes na região temperada. Apresenta látex abundante. A maioria das espécies são lianas, sendo poucas as arbóreas e arbustivas, mas há algumas ervas, às vezes suculentas. Muitas espécies são fonte de substâncias de interesse medicinal, como, por exemplo, a estrofantina e a cortisona, extraídas de espécies do gênero Strophanthus, espécies venenosas usadas em pontas de flechas na África.


BOA-NOITE
A boa-noite é conhecida, também, como vinca ou vinca-de-madagascar. É uma erva conhecida no mundo da língua inglesa como “periwinkle of Madagascar” ou “old-maid”. É cultivada pelo mundo afora como planta ornamental anual. É tratada, no máximo, como bienal, pois acaba perdendo a beleza com o avançar da idade. Esta ornamental foi levada da África para o Chelsea Physic Garden, de Londres, que difundiu esta espécie pelo mundo todo. É cultivada em jardineiras, bordaduras ou maciços em canteiros, em vasos, sempre mantida em locais ensolarados.
            As partes aéreas da boa-noite possuem entre 0,2 e 1,0% de alcalóides. São mais de 80, muitos deles tóxicos e mas também úteis ao homem, mas mesmo assim é preciso prudência. As folhas já foram usadas como fumo, devido ao seu poder narcótico. É planta tóxica e alucinógena se ingerida ou usada como fumo, causando envenenamento em animais herbívoros. Para uso em medicina caseira, a espécie é cultivada na Austrália, África, Índia e sul da Europa.
            Foi e é usada mundo afora para tratar uma infinidade de doenças. Na Europa durante séculos na medicina caseira tratava diabetes. No Havaí a planta era fervida e o material obtido usado para estancar sangramento. Na China era um medicamento para tratar tosse e também utilizado como diurético. Nas Américas Central e do Sul era empregada para tratar resfriados, dor de garganta e problemas respiratórios. Era considerada uma planta mágica, pois os europeus pensavam que podia espantar maus espíritos. É a “violeta dos feiticeiros” dos franceses.
A boa-noite é empregada hoje no tratamento de vários tipos de câncer, propriedades descobertas na década de 50 do século XX, quando foi estudada como tratamento potencial para diabete, pois na Jamaica já vinha sendo usada para substituir a insulina. Quando estudavam esta aplicação, cientistas do Canadá descobriam que os extratos utilizados causavam leucopenia (diminuição do número de leucócitos no sangue) em ratos. Dos alcalóides extraídos, dois demonstraram sucesso no tratamento de câncer: a vincristina e a vinblastina, hoje disponíveis no comércio. A planta é um sucesso atual na procura de drogas naturais para o tratamento de câncer. Extratos da planta são eficazes no tratamento de várias de suas manifestações, como leucemia, câncer de pele, linfático, de mama. Mesmo sob a supervisão de médico durante o tratamento, os produtos derivados da boa-noite produzem efeitos colaterais indesejáveis. Os estudos com a espécie continuam e são realizados em vários centros de pesquisa do mundo.

            Catharanthus roseus (L.) G. Don f. é originária de Madagascar. Hoje é cultivada em várias regiões dos trópicos, sendo tratada, eventualmente, como planta invasora. É um arbusto semi-lenhoso sempre-verde, perene, cultivado como anual. Pode chegar a um metro de altura, mas é bem menor quando tratada como anual. Há cultivares anãs com, no máximo, 30 centímetros de altura. As folhas brilhantes são opostas, com até oito centímetros de comprimento. As flores tubulares, de cinco pétalas, são tipicamente cor-de-rosa com centro roxo, mas há cultivares com flores vermelhas, roxas e brancas. A planta floresce praticamente o ano todo. A espécie possui látex esbranquiçado e tolera calor, tempo seco e até solos pobres. A propagação é feita por sementes ou estacas enraizadas.



Ilustrações
Maria Cecília Tomasi

23 de outubro de 2010

As flores que vão para a mesa!



CHAGUINHA OU CAPUCHINHO (agora em flor em muitos jardins do bairro)

Família Tropaeolaceae (3 gêneros e 89 espécies).
Ocorre nas montanhas da América do Sul e Central. Suas espécies são ervas, muitas vezes trepadeiras, mas sem gavinhas: são os pecíolos que se enrolam. Muitas espécies apresentam raízes tuberosas.

CHAGUINHA
Diz uma lenda, que um indígena peruano descia uma das encostas dos Andes, carregando uma sacola cheia de ouro, quando foi atacado pelos espanhóis. Ele desesperado implorou a seus deuses que escondessem seu ouro. Na luta entre ele e os espanhóis, as pepitas de ouro rolaram encosta abaixo e de cada pepita nasceu uma flor luminosa, dourada, a chaguinha. A chaguinha ou capuchinho, uma das mais conhecidas flores comestíveis, apresenta flores vistosas, que vão de amarelo a vermelho, a mais comum sendo a alaranjada. É conhecida como “nasturtium” entre os homens que falam inglês. A idéia de usar suas pétalas em alimento vem do Oriente. Por sua beleza tornam um prato muito bonito, como enfeitando saladas e as pétalas quando misturadas à manteiga dão uma coloração muito atraente e um gosto interessante. Essa manteiga pode ser espalhada ligeiramente sobre alguns cozidos, como brócolis, couve-flor e couve-de-bruxelas. As flores têm um gosto apimentado e assim podem até substituir a mostarda ou o agrião em sanduíches. As flores são colocadas em vinagre para curtir. Podem ainda ser empanadas ou colocadas em macarrão, em omeletes e suflês ou serem cristalizadas. Flores de chaguinha recheadas com guacamole são uma delícia! Tanto o vinagre de vinho branco ou tinto, como o de maçã, podem ser aromatizados com flores de chaguinha. Seus frutos podem substituir a alcaparra e são bem mais baratos – na Inglaterra são conhecidos como a ‘alcaparra dos pobres’. As folhas também podem ser colocadas em saladas ou empanadas.

SALADA DE MACARRÃO COM CHAGUINHA
            Quanto à beleza desta salada, não é preciso dizer nada!

10 flores de chaguinha
1 cenoura em rodelas, ligeiramente cozidas
1 funcho
100g de ervilhas cozidas (ou de lata)
150g de maionese
150g de ricota
50g de alcaparras
50g de azeitonas verdes, sem caroço
sal, a gosto
pimenta-do-reino, a gosto
500g de macarrão
            Misturar a ricota com a maionese, até ficar um molho bem cremoso. Juntar as rodelas finas da cenoura, o funcho em pedaços pequenos, a ervilha, as azeitonas e a alcaparra. Verificar o sal. Cozinhar o macarrão e deixar esfriar. Misturar o molho com o macarrão e colocar em uma travessa. Polvilhar com pimenta-do-reino. Enfeitar com as flores de chaguinha.

VINAGRE DE CHAGUINHA

1 litro de vinagre de vinho branco
2 xícaras de flores de chaguinha
            Colocar as flores em um vidro e cobrir com o vinagre. Fechar e guardar em local claro por duas semanas. O mesmo pode ser feito com flores de violeta.

Tropaeolum majus L. - é originária do Peru e foi introduzida na Europa no século XVI, quando sementes trazidas das Índias Ocidentais chegaram à Espanha. É uma anual, que pode atingir vinte e cinco centímetros de altura e ao se espalhar cobre boa extensão do terreno ao seu redor. Floresce na primavera e verão. As folhas são arredondadas. A planta prefere locais com sol o dia todo. O solo não deve ser adubado, pois em solo rico produz muitas folhas e poucas flores. A propagação é através de sementes.
Texto do Livro: Entre o jardim e a horta – as flores que vão para a mesa
Gil Felippe (2005).Com lindas ilustrações em aquarela de Maria Cecília Tomasi
Editora SENAC São Paulo

12 de outubro de 2010

Alporquia

A pedidos de uma moradora segue uma explicação sobre Alporquia:

 

     Este método consiste basicamente em interromper o fluxo de seiva em um determinado ponto da planta, imediatamente abaixo do ponto de onde queremos fazer a divisão, forçando o aparecimento de novas raízes. Os 3 tipos básicos são a alporquia aérea (também chamada de Anel de Malpighi), a de solo e o torniquete, que é um método mais suave. O período ideal para a alporquia é o início da primavera ou o final do verão.
     Na alporquia de solo, utilizamos um galho longo, que possa ser dobrado até o chão ou ainda pode-se usar um vaso colocado ao lado do galho que se pretende usar. Para facilitar podemos retirar uma parte da casca (± metade do diâmetro do galho por um comprimento de ± 2 vezes o seu diâmetro), do lado que estiver para baixo (em contato direto com a terra). Após o período recomendado (ver tabela 2), faz-se uma inspeção e se a quantidade de raízes for suficiente, o galho é então separado da planta mãe e plantado em outro vaso, se não coloca-se a terra de volta e aguarda-se por mais um tempo.
      Na alporquia aérea, retira-se a casca em torno de todo o galho (para espécies mais delicadas, pode-se deixar uma pequena faixa que é chamada de ponte). O comprimento do corte deverá ser de 2 a 3 vezes o diâmetro do tronco. O processo se inicia deixando uma quantidade de esfagno suficiente de molho em hormônio enraizador por período de no mínimo 2 horas. Pode-se usar também hormônio enraizador em pó, no local de onde se retirou a casca. O local sem casca é cuidadosamente envolvido com o esfagno, que é preso com o uso de uma fita ou ráfia, sem apertar muito. A bola de esfagno deverá ter um diâmetro suficiente para permitir o desenvolvimento das raízes. Depois disso, cobre-se tudo com um plástico que pode ser de cor preta para evitar a entrada de raios solares (as raízes são foto sensíveis), prendendo-o tanto na parte inferior quanto na superior, tendo-se o cuidado de deixar uma pequena abertura por onde irá entrar a água, Ao invés desse plástico, pode-se usar também um pequeno vaso ou copo descartável, o qual é cortado ao meio, arrumado em volta da "bola de esfagno" e o restante do recipiente completado com terra. Após ter decorrido o tempo sugerido na tabela 2, fazemos uma inspeção na raízes agimos conforme na alporqia de solo, tendo o cuidado de não desmanchar a bola de esfagno, sob o risco de danificar as raízes que neste momento são muito delicadas.
     No método do torniquete usamos o mesmo procedimento da alporquia aérea, sendo que não cortamos a casca. O que se faz é enrolar no galho um arame de cobre com diâmetro de ± 3mm, fazendo-se um torniquete até que metade do diâmetro do arame penetre na casca. Esse método é usado em plantas que não toleram uma interrupção radical no fluxo da seiva (caso particular das coníferas) .
COMO FAZER? (aérea)
1° Passo - Descasque a planta na forma de um anel de aproximadamente 2 cm.
2° Passo - Coloque um punhado de esfagno molhado sobre um plástico medindo 20 x 20 cm. O esfagno é comprado seco em loja de jardinagem.
3° Passo - Envolva o espaço da planta onde está o anel com o plástico e amarre as extremidades com uma fita.
4° Passo - Espere cerca de noventa dias. Após este período, corte o plástico e verifique se houve enraizamento. Em caso afirmativo, corte o ramo no qual a raiz está fixada e plante em um saco de muda antes do plantio em local definitivo. Caso contrário, molhe o esfagno e feche o saquinho novamente.
Dica - Se a planta-mãe estiver no sol, use um saquinho preto para fazer a alporquia, pois se usar um plástico transparente o sol pode queimaras raízes que se formarão.

Fonte: Guia Prático mini n°9 - Editora Eclipse

FONTE

25 de setembro de 2010

Alô de Jardinagem

Uma nova tendência na jardinagem é a dos canteiros ornamentais com plantas de horta.Vejam esses exemplos que bonitos (clique em cada imagem para ampliar):


E até mesmo vasos ou pequenas jardineiras:


23 de setembro de 2010

Alô Biodinâmico

Colaboração de Maria Bertalot, pesquisadora da ABD:

Está sendo feita uma pesquisa na área da Associação Biodinâmica com os agricultores Edmilson e Wilson da Costa. A cultura é morango e o teste é com chá de cavalinha e preparado biodinâmico 501 para controle de doenças. Porque os dois? Porque o preparado é feito com quartzo moído (silício) numa forma dinamizada e a cavalinha é uma planta rica em silício. Estamos descobrindo que com estes dois não há necessidade da aplicação de calda bordalesa (a base de cobre). Morangos mais sadios e biodinâmicos no Bairro Demétria.